As festas do 13 DE MAIO DE 2003 abrilhantaram a causa de resgate da memória de D. Isabel I. 

Às 10 horas, o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Dr. César Maia, unido à Família Imperial, inaugurou a estátua de D. Isabel na Avenida Princesa Isabel, no bairro do Leme, zona sul carioca.
Estiveram presentes: o neto D. João de Orleans-e-Bragança, os bisnetos D. Antonio João e D. Isabel do Brasil e seus irmãos D. Eudes, D. Pedro de Alcantara, D. Fernando Diniz, D. Francisco e D. Alberto de Orleans-e-Bragança.

O bisneto D. João Henrique de Orleans-e-Bragança, filho de D. João, acompanhava o pai naquele momento fulgurante para a História do Brasil e da Cidade do Rio de Janeiro.

Da quarta geração de descendentes da Redentora, havia apenas a trineta D. Maria Eleonora de Orleans-e-Bragança, filha caçula de D. Francisco e D. Cláudia Regina.

O Prefeito César Maia inaugurou a estátua juntamente com a Princesa D. Isabel. A escultura é obra do artista Edgar Duvivier Fº, filho e homônimo de um dos mais famosos escultores cariocas.

O projeto de uma estátua dela na Avenida de seu nome no Rio, conforme lembrou pessoalmente o Senhor Prefeito César Maia no momento de seu discurso, já era lei municipal desde 1988 (Centenário da Abolição), por iniciativa do Vereador Wilson Leite Passos.

Alguns lembraram ainda que o autor da idéia foi o anglo-brasileiro Alexandre Bernard Clifton Riley (†1998), cuja sugestão teria inspirado a proposta do Vereador Passos na Câmara Municipal do Rio.

O Prefeito recebeu em audiência em 1996 o Príncipe D. Antonio João e o Prof. Otto de Sá Pereira, juntamente com o Senhor Alexandre Riley, que foram lhe agradecer pela colaboração da Prefeitura, nos festejos do Sesqüicentenário da Redentora. Naquela ocasião, ficou acertado por parte do Dr. César Maia que a estátua sairía, tão logo se fisesse possível.

Nos últimos anos, coube sobretudo à Senhora Marilda Sá, Presidente da FAMEBRAS (Federação das Mulheres Empresárias) e grande admiradora de D. Isabel I, a cobrança da “promessa” pretérita da Prefeitura.

Tudo correu bem e neste ano de transcurso do 115º aniversário da Lei Áurea, comemoramos todos — autoridades e populares do Rio de Janeiro — a inauguração de tão relevante monumento à memória da Redentora, em sua cidade natal.

Agradeceu a homenagem, em nome de toda a Família Imperial, o Príncipe D. Antonio João do Brasil, herdeiro dinástico dos atuais Chefe da Casa Imperial e Príncipe Imperial do Brasil.

Às 16 horas, houve a tradicional programação da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos: Missa Solene, seguida de abertura do Salão de Artes Afro-Brasileiras.

Oficiou a Santa Missa S.E.R. o Senhor D. Assis Lopes, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro. O prelado recém-sagrado, parece ser o primeiro clérigo negro carioca a ser elevado ao episcopado.

A Missa foi acolitada pelos seguintes sacerdotes: Mons. João Victoriano Barreto de Alencar & Pe. José Delfino de Araújo.

À Missa compareceu o Prof. Otto de Sá Pereira, Presidente do IDII, em representação da Família Imperial, acompanhado da Senhora Lêda Machado (Diretora do IDII). Também o Senhor Ohannes Kabderian Jr., Chanceler do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro.

Findada a Missa, pôde chegar à Irmandade S.A.R. a Princesa D. Isabel Eleonora de Orleans-e-Bragança, vinda de seu local de trabalho, também no Centro do Rio. A Princesa é a primogênita de D. Fernando Diniz e D. Maria da Graça; é sobrinha e afilhada de D. Isabel do Brasil — que neste ano não pôde comparecer justamente por motivos de trabalho.

D. Isabel Eleonora inaugurou o IV Salão de Artes Afro-Brasileiras e visitou o Museu do Negro, onde também descerrou a Tábua Genealógica Resumida da Casa Imperial do Brasil, presente do IDII à Imperial Irmandade dos Homens Pretos.

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